O Imóvel sob efeito de Separação, Divórcio ou Inventário

Quem não tem um caso desses entre a família, os amigos ou vizinhos?

O que a maioria das pessoas não sabe, é que hoje em dia, isso não é mais um “bicho de sete cabeças” para ser resolvido.

Se houver concordância entre as partes, em realizar o ato da Separação, Divórcio ou Inventário, desde que estas sejam pessoas capazes e, no caso do inventário, não exista um testamento, a formalização da partilha dos bens, poderá se realizar através de simples Escritura Pública.

Se você costuma ler os Artigos deste Blog, já sabe que o objetivo é passar o entendimento de forma bem simples e resumida. Porém, se você precisar de informações mais técnicas, pode busca-las na lei 11.441/07 do Código Civil.

No caso de você ter, ou saber de um imóvel que é objeto de inventário, ou partilha por separação ou divórcio, terá uma noção de como proceder, ou orientar alguém, para resolver o assunto de forma simples, prática e segura.

O inventário é a apuração do patrimônio da pessoa falecida, a identificação dos herdeiros e a repartição desses bens, obrigações e direitos, ou seja, da herança.

O que precisamos saber para formalizar esse inventário, dentre outras informações, é quem são os sucessores, ou seja, os herdeiros para, então, fazer a repartição da herança.

Quem são os herdeiros legítimos?

Os descendentes e ascendentes em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Mas, tem toda a questão do regime de bens escolhido para o matrimônio.

Saiba mais em:Você conhece os tipos de Regime de Bens?

Na falta de descendentes e ascendentes, o cônjuge herda a totalidade. E, se não houver cônjuge, os herdeiros colaterais.

No caso de separação, como o divórcio, põe fim à sociedade conjugal, ou seja, no momento da separação formalizada, a questão patrimonial fica rompida, portanto, daquele momento em diante os bens que adquirir não comunica mais ao ex-cônjuge. Mesmo no caso de separação, que o vínculo – cônjuge – continua existindo.

Quanto à questão do Inventário, se você for fazê-lo por vias judiciais, o prazo para ingressar com o processo é de 60 dias a partir da data do óbito. Caso contrário, fica sujeito a uma penalidade, uma multa de 10% com relação a custas judiciais.

Agora, para fazê-lo através de Escritura Pública, é por meio de processo administrativo, e, esse prazo não existe, apesar de não ter nenhuma ressalva na lei.

No Cartório de Notas você não tem nenhuma penalidade se não realizar o inventário dentro do prazo de 60 dias.

O único prazo que você deve se atentar é com relação ao recolhimento do ITCMD Imposto de transmissão causa mortis e doação, baseado na data do óbito. Tem uma alíquota de 4% calculada sobre valor venal dos bens ou direitos transmitidos, e até 90 dias do recolhimento do imposto você terá um desconto de 5% sobre esse imposto.

Se do óbito já se passou algum tempo, até anos, você terá que recolher o imposto com devida multa, juros e correções. De 91 dias até 180 dias, pagará o ITCMD Imposto de transmissão causa mortis e doação sem multa e sem juros, mas perde o desconto de 5%.

Passando de 180 dias há uma penalidade de 20% sobre o recolhimento do imposto e mais a correção de 1% ao mês.

Há a possibilidade de desistência da via judicial para procedimento extrajudicial, caso já tenha dado entrada. Basta o advogado fazer uma petição desistindo, só para informar ao Juiz e, começar o processo todo pelo Cartório.

Quando há o recolhimento do ITCMD Imposto de transmissão causa mortis e doação dentro do processo judicial, as pessoas acham que não podem desistir, mas é totalmente possível.

Quanto aos procedimentos do inventário no Cartório, é obrigatória a presença de um, ou mais advogados, como queiram os inventariantes. Esse profissional não pode ser indicado pelo Cartório.

Dentre os herdeiros, um deverá ser indicado, por eles mesmos, para ser o inventariante administrador do espólio (herança). Este deverá comparecer ao Cartório na data combinada.

O advogado dará as instruções do que deve ser feito e de quais documentos precisará. Inclusive, dará orientação sobre o recolhimento de taxas e impostos.

Também fará a minuta da Escritura e documentos, que será entregue a um Escrevente de sua confiança. Após, será agendando uma data para comparecimento dos interessados.

Para lavrar a Escritura de Inventário e Partilha, deve ser escolhido pelos inventariantes, ou pelo advogado, o Cartório de Notas que poderá ser em qualquer parte do Brasil.

Na hora dessa escolha do Cartório de Notas, é bom levar em conta os itens: Escrevente de sua confiança e as taxas e impostos que serão pagos. Esses valores variam para cada Estado brasileiro, mas neste caso, você tem a livre escolha.

Todo esse incentivo é para, além de solucionar a questão mais rapidamente, desafogar o judiciário, e resolver a situação de tantos imóveis abandonados por sucessores que não comportam as dívidas que incidem sobre o bem.

Quero dizer que, seja você um interessado comprador, um Corretor de imóveis, ou um proprietário de imóvel que quer, ou precisa vender seu imóvel que se encontra envolvido nessa situação de partilha, saiba que, independente da formalização do inventário na matrícula, o imóvel pode ser comercializado.

É totalmente possível de se fazer em ato simultâneo: o Inventário e a venda e compra do imóvel, observadas as restrições da lei.

Respire! Vai dar tudo certo!

Por que Exclusividade?

Não há outro ser, neste mundo, igual a você! Pode até se parecer, mas, a sua pessoa é única!

Os seus gostos são exclusivos. Seu modo de ser, singular!

O imóvel que você quer vender ou comprar é exclusivo. Mesmo que seja parecido com outro, mas jamais será igual, pois, a posição geográfica que ele ocupa, é exclusivamente dele.

Quando você precisa de um dentista, pede referência aos seus amigos para saber se esse profissional trabalha direito, faz bom serviço, certo?

Se ele demonstrar habilidade, e criar-se um elo de confiança entre vocês, provavelmente, você irá indicá-lo para outras pessoas, chamando-o de “meu” dentista, concorda?

Para escolher um Advogado, pode ser que não se sinta confiante com o primeiro, tenha que tentar um segundo, mas quando você encontrar aquele Advogado que te inspira segurança, certamente, você sempre o procurará para aconselhar-se do que é prudente, juridicamente falando, correto?

Será muito bom poder indicar o “seu” Advogado para resolver alguma questão para um amigo, por exemplo.

E se você quiser comprar ou vender um imóvel, você preferirá tratar do mesmo assunto com várias pessoas, ou escolherá um único profissional Corretor de imóveis, que lhe transmita credibilidade e segurança para tratar dos seus interesses Imobiliários?

Pense nisso!

Viva feliz!

Quer Comprar Um Imóvel Na Planta?

Esta ideia te atrai? Pensar naquele imóvel novinho! Imaginar que pode sair mais barato do que comprar um pronto! E as condições de pagamento se ajustam perfeitamente ao seu estilo financeiro! É tudo de bom!

Você pode mesmo, fazer um excelente negócio, se observar outros aspectos importantíssimos para que essa Transação Imobiliária tenha um desfecho, realmente, feliz.

Se esse imóvel será seu, com certeza você terá prazer em saber como ele “nasceu”:

O Incorporador Imobiliário começa com a procura do terreno, no qual fará o Empreendimento Imobiliário. E, nomeia um advogado para analisar toda a documentação imobiliária referente ao terreno.

É feita uma avaliação técnica para saber, entre outras, quais são as restrições ambientais, se o solo está livre de contaminações, qual é o zoneamento daquela área. Tudo isso, antes de se comprar o terreno.

Com essas informações, o Incorporador Imobiliário decide sobre a viabilidade econômica e sobre o projeto que pretende levar adiante.

Depois que tiver a aprovação de todos os Órgãos Públicos abrangentes, o Incorporador Imobiliário terá que preparar o Memorial de Incorporação – é uma somatória de documentos – no qual tem todas as informações para o futuro adquirente, exemplo:

projeto aprovado, prazos, imprevistos, características do imóvel, acabamento, finalidade do imóvel (residencial ou não residencial), quadro de áreas das unidades, atestado de idoneidade da Empresa, todas as Certidões em nome do Incorporador e do Proprietário do terreno, minuta da Convenção de Condomínio.

Todos os dados da obra devem constar no memorial.

Elaborado o Memorial de Incorporação, precisa ser levado para registrar no Cartório da Matrícula do imóvel.

Feito isto, é hora do Lançamento ao Público, seguido das vendas.

- Quando nasce um imóvel, diferentemente das pessoas, que recebem nomes, ele recebe um número. Um número de Matrícula.

Nesse caso, o Incorporador Imobiliário, adquiriu um terreno, que como todo imóvel, tem um número de Matrícula que vou chamar aqui, de Matrícula mãe, para facilitar o entendimento.

Como serão construídas várias unidades de imóveis nesse terreno, então, nessa Matrícula mãe serão averbadas várias Matrículas. A Matrícula de cada uma das unidades construídas.

Você entendeu a importância da Matrícula do imóvel? É a Identificação dele.

Como, quando nasce uma criança, se não a registrarem, será como se ela não existisse.

Sabendo disso, você pode se precaver sobre situações de riscos nessa modalidade de compra de imóvel na planta.

Existem Empreendimentos que sequer registraram o Memorial de Incorporação, e, sem isso, não tem como concluir a obra.

Uma forma segura de se comprar um imóvel na planta é checando a existência de registro do Memorial de Incorporação do Empreendimento que você deseja.

O Incorporador Imobiliário tem a obrigação de entregar o Empreendimento Registrado, com a construção devidamente averbada na Matrícula; com o condomínio instituído, e especificado as unidades. Isso está na lei.

Essas tarefas e custos são do Incorporador, vigie! Ele terá que lhe entregar a unidade com a matrícula discriminada.

Consta na lei também, que esses folhetos de publicidade sobre o Empreendimento, que, normalmente, são entregues nos semáforos, devem trazer o número da Matrícula mãe. Ou seja, o número da Matrícula do terreno incorporado.

E, é proibido fazer qualquer tipo de publicidade, promessa de venda de alguma unidade sem ter o registro do memorial de Incorporação.

Então, quando estiver conferindo todos esses elementos e comportamentos importantes, que se referem ao Empreendimento, lembre-se de consultar junto ao CRECI – Conselho Regional de Corretores de Imóveis, a idoneidade da Imobiliária e/ou do Corretor de imóveis responsáveis pela intermediação.

O papel do Corretor de Imóveis é prestar todos os esclarecimentos ao comprador, referentes à Transação Imobiliária em questão.

Agora, você pode não se prender somente a essas informações. Existem outras, que complementam as anteriores e que lhe trarão maior confiança.

Que tal você consultar sobre a credibilidade da Empreendedora, e, se ela tem outros Empreendimentos concluídos?

Se for o caso, visite obras prontas e veja se há reclamações.

Depois de todas essas checagens, ainda tem a parte do Contrato. Saber todos os seus direitos e as obrigações da Empreendedora.

Nesse momento, é bom contar com o auxílio de um Advogado. Este verificará se tudo o que a Empreendedora prometeu, consta em Contrato e se não há cláusulas ocultas.

Tudo certo? Você resolveu assinar o Contrato de Compra e Venda? Parabéns!

Agora, vem a nova fase.

Sempre que puder, visite a obra para acompanhar o estágio dos trabalhos. E, para evitar surpresas desagradáveis, antes de receber o imóvel, é bom que um Engenheiro de sua confiança faça uma vistoria.

Também, na hora da entrega, por maior que seja a sua ansiedade pela realização do seu sonho, ou, pela necessidade de mudar, você só deve aceitar o imóvel, se realmente estiver dentro das condições combinadas. A lei nos ampara para isso.

Espero ter contribuído!

Desejo que você faça uma excelente escolha, e…

Seja muito feliz!!

Documentos Indispensáveis Para A Compra Do Imóvel!

Você pode ver quantos cuidados para se comprar um imóvel! Mas é justamente o agir com prudência que lhe proporcionará tranquilidade mais a frente.

E, este tópico requer atenção: a verificação dos documentos pessoais e Certidões Negativas de Débitos do Proprietário vendedor. Para isso, é importante você conversar com o Proprietário vendedor, saber um pouco sobre a vida dele, no sentido de investigar se ele morou ou trabalhou em outras cidades, pois pode haver alguma pendência em nome dele ou deles, se for mais de um Proprietário, nesse ou nesses lugares.

Para que você fique bem seguro, caso saiba que existiu esse vínculo com outra cidade, é bom que você peça Certidões nos Cartórios e Fóruns de lá também. Além disso, se o imóvel foi vendido nos últimos 3 anos, tire ainda as Certidões do(s) Proprietário(s) anterior(es). Isso é de extrema importância.

Esta é a relação de Documentos indispensáveis do(s) Proprietário(s) vendedor(es), caso seja(m) Pessoa(s) Física(s):

Fotocópia e originais da Cédula de Identidade (RG) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);

Consulta ao Serasa;

Certidão de Nascimento atualizada – solteiros;

Certidão de Óbito do Cônjuge – viúvos;

Comprovante de residência – se não residir no imóvel (objeto da transação);

Certidão de Casamento atualizada, acompanhada da Escritura de pacto antinupcial, se o Regime for separação de bens. Ou, se for o caso, declaração de união estável (ou dissolução de união estável);

Certidão de Interdição e ausência – no Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas;

Certidão dos Cartórios de Protestos (Período de 5 anos)

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, que é gratuita, dá uma visão a nível nacional, mas, diz respeito somente às ações terminadas, em fase de execução. Para esta,  acesse: www.tst.jus.br/certidao

Certidão de Distribuidores Trabalhistas, emitida pelo Fórum Trabalhista, é necessária para saber se existem ações novas, pois oferecem os mesmos riscos.

Certidão de Distribuição Ações e Execuções Cíveis, Criminais e JEF, acesse o site do Tribunal Regional Federal.

Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União – Para emissão desta, acesse: http://bit.ly/YJf1nr

Certidão de Distribuições Cíveis (Período de 10 anos) é um documento emitido pelo Poder Judiciário (nos fóruns cíveis), que relata se há processos em andamento, de natureza: cíveis, família, executivos fiscais (Municipais e Estaduais) e juizados especiais cíveis e executivos fiscais Federais.

Não que eu queira ser repetitiva, só quero reforçar que no caso em que o(s) Proprietário(s) vendedor(es) tenha(m) residido ou trabalhe(m) em outra(s) cidade(s), é necessário que seja apresentada também a Certidão de Distribuições Cíveis emitidas no fórum dessa(s) cidade(s).

Mas, lembre-se de que se constar algum apontamento, será necessário solicitar uma Certidão de Objeto e Pé do(s) processo(s) em questão, para certificar-se de que este(s) não inviabilizará a compra desse imóvel.

Você também precisa saber que se o imóvel pertencer a menor de idade, a venda somente poderá ser realizada mediante prévia autorização judicial. Ou, outra possibilidade é um imóvel que se encontra em situação de sucessão por herança ou separação judicial, deve ser verificado o formal de partilha e seu registro.

Sei que é muita informação, porém, imprescindível que você a tenha. Se preferir, recorra a um advogado e/ou Corretor de imóveis. Saiba que é principal função do Corretor de Imóveis: aproximar as partes envolvidas, participar da intermediação e evitar que os riscos ocorram. Consulte a veracidade do registro do profissional no site oficial do CRECI – Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

Os Documentos indispensáveis, se o(s) Proprietários(s) vendedor(es) for(em) Pessoa(s) Jurídica(s):

Documento de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica);

Contrato Social se for a Sociedade Comercial Limitada (Ltda.), devidamente registrado na Junta Comercial ou em Registro de Títulos e Documentos se for a Sociedade Civil;

Estatuto Social se for uma Sociedade por Ações – S/A e a Ata da Assembleia Geral que elegeu a atual diretoria e a Ata que autorizou a alienação, se for o caso.

É preciso verificar nesses documentos, a capacidade jurídica da pessoa para vender; Você pode saber mais sobre esses cuidados, no Artigo O Imóvel Pertence À Pessoa Jurídica, E Agora?

A(s) pessoa(s) que assina(m), representando a Pessoa Jurídica, autorizada(s) documentalmente a esse ato, devem também apresentar os documentos relacionados acima, como: Documentos indispensáveis (Pessoa(s) Física(s)).

Certidão dos Cartórios de Protestos (Período de 5 anos)

Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União – Para emissão desta, acesse: http://bit.ly/YJf1nr

Certidão Simplificada da Junta Comercial, se for o caso: http://www.governoeletronico.net/atestados-e-certidoes

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, acesse: www.tst.jus.br/certidao

Certidão de Distribuição Ações e Execuções Cíveis, Criminais e JEF, acesse o site do Tribunal Regional Federal.

Certidão de Distribuições Cíveis (Período de 10 anos) é um documento emitido pelo Poder Judiciário (nos fóruns cíveis), que relata se há processos em andamento, de natureza: cíveis, família, executivos fiscais (Municipais e Estaduais) e juizados especiais cíveis e executivos fiscais Federais.

Certidão Negativa do INSS – Débitos Relativos a Contribuições Previdenciárias http://www.governoeletronico.net/certidao-negativa-do-inss-debitos-relativos-a-contribuicoes-previdenciarias-br

Espero ter contribuído com você!

Você Já Leu O Contrato de Locação?

Antes de assinar o Instrumento de Compra e Venda do Imóvel, você já leu o Contrato de Locação? É preciso ler e analisar com cautela para saber se consta alguma cláusula que interfira na venda do imóvel. Nesse momento, caso você não conheça bem o que diz as leis sobre esse assunto, é indispensável o parecer de um profissional Advogado e/ou Corretor de Imóveis.

Vou deixar aqui umas dicas básicas, mas, por favor, não corra riscos. A compra de um imóvel é um passo bem importante e significativo, por isso, a certeza e a segurança devem ser a base dessa negociação.

A primeira questão importante que você deve verificar é se o imóvel de seu interesse foi oferecido primeiramente ao inquilino, pois, de acordo com a lei, ele tem preferência na compra. E, se foi oferecido e não houve interesse do inquilino, ele deverá manifestar a desistência por escrito, ou, o direito de preferência caducará se não manifestada, de maneira inequívoca, sua aceitação integral à proposta, no prazo de trinta dias.

Tudo deve ser documentado para que não se crie problemas posteriores.

Se o imóvel em questão for não residencial (comercial), por exemplo, com um contrato de locação de cinco anos e vence no próximo mês, mas, o inquilino já requereu judicialmente uma renovatória de mais cinco anos que é seu direito assegurado pela Lei do Inquilinato.

Se o Juiz conceder esses cinco anos, no contrato de locação contiver cláusula de vigência da locação em caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel, o novo Proprietário do imóvel terá que respeitar a renovatória de mais cinco anos.

Porém, existe o Princípio de que a venda rompe a locação, mas, o Contrato de locação tem que ser analisado, porque “cada caso é um caso”.

Se não houvesse os impedimentos que citei no exemplo acima, locação por tempo determinado, contrato contendo cláusula de vigência em caso de alienação e averbação  junto à matrícula do imóvel, ainda assim, a venda, por si só, não romperia a locação, se o Proprietário, ou o novo Proprietário não manifestasse expressamente, o seu interesse em manter a locação dentro do prazo legal, que é de 90 dias a contar do Registro da venda ou do Compromisso.

Você entende agora o porquê de ser indispensável o parecer de um profissional Advogado e/ou Corretor de Imóveis?

Se precisar de informações mais técnicas, com referências da Lei, sobre Ação Renovatória na Locação, veja esse link: http://jus.com.br/revista/texto/23430/locacao-de-imoveis-urbanos-algumas-notas-sobre-as-acoes-renovatorias

Provas De Que O Imóvel Tem Condições De Ser Vendido

Agora que você já checou outras questões, certifique-se da idoneidade do Proprietário vendedor do imóvel. Você faz isso pedindo uma Certidão de Registro de propriedade ou de ônus reais no Cartório de Registro de Imóveis da área ou bairro em que fica o imóvel.

Ou melhor, peça a Matrícula atualizada do Imóvel (peça ao Cartorário para fazer constar no documento, que não existe ônus reais ou ações que incidam sobre o imóvel) e uma Certidão Vintenária e atualizada (histórico dos últimos 20 anos do Imóvel, se é que tem mais do que essa idade).

A Validade dessas Certidões é de 30 dias apenas e têm custo, mas, normalmente, quem arca com as despesas de Certidões Negativas do Imóvel e pessoais do Proprietário vendedor, é o próprio Proprietário vendedor, porque cabe a este provar que pode fazer a venda e que o imóvel tem condições de ser vendido.

Você precisará também de uma Certidão Negativa Municipal, para verificar se o atual Proprietário está em dia com o IPTU. E, é importante conferir nas Companhias de abastecimento de água e esgoto e de energia elétrica se não existem pendências.

Peça ao Proprietário vendedor um comprovante de cada uma dessas contas de consumo para levar a essas Companhias, porque essa pesquisa é feita mediante o código do Contribuinte que consta nos comprovantes.

Além disso, se for Condomínio, confirme a Inexistência de débitos de Taxa Condominial. Peça uma declaração da Administradora do Condomínio e/ou do Síndico (desde que ele apresente a Ata da eleição e documento pessoal que comprove que é o síndico) de que não existem pendências.

Ainda sobre Condomínio, eu já presenciei situações muito desconfortáveis sobre Condôminos que nem faziam ideia de que havia pendências antigas de falta de recolhimentos de FGTS e INSS. Mas, sobre isso, você pode se precaver tendo acesso às Certidões Negativas de Débitos do Condomínio através da internet.

Apenas uma das Certidões terá custo. É a Certidão de Distribuições Cíveis. Esta você poderá solicitar no Fórum da cidade em que se localiza o Condomínio em questão.

Se não constar pendências, você consegue a emissão dessa Certidão Negativa de Débito, referente às Distribuições Cíveis, mas se constar, será necessário solicitar uma Certidão de Objeto e Pé do(s) processo(s) em questão, para certificar-se de que este(s) não inviabilizará a compra desse imóvel (essa regra também valerá na verificação da documentação pessoal do(s) Proprietário(s) vendedor(es)).

Apesar de Condomínio não ser pessoa jurídica, possui número de CNPJ, e é através desse número que você conseguirá fazer essas pesquisas. Vou deixar aqui uns links para emissão de Certidão online, e assim, facilitar a sua vida.

Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União – Para emissão desta, acesse: http://bit.ly/YJf1nr

Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, acesse: www.tst.jus.br/certidao 

Certidão de Distribuição Ações e Execuções Cíveis, Criminais e JEF, acesse o site do Tribunal Regional Federal

Certidão Negativa de Débito CND, acesse:  http://www010.dataprev.gov.br/CWS/CONTEXTO/PCND1/PCND1.HTML

E, já que você se dispôs a esse desafio de cuidar de toda a tarefa, sobre a Documentação do Imóvel, ainda há necessidade de investigar no Departamento Urbanístico da Prefeitura, sobre a situação geográfica do mesmo, em relação às obrigações e posturas municipais, zoneamento da cidade, projetos de urbanização e restrições à sua utilização. Tudo certo?

Também, se o imóvel que você pretende adquirir estiver localizado em área da Marinha, precisará de mais uma Certidão:

Certidão de Laudêmio: esta certidão deve ser extraída junto ao Serviço de Patrimônio da União, aonde você poderá verificar se já tem o RIP (Registro Imobiliário Patrimonial), e, se as taxas de ocupação/foro estão em dia nos seus pagamentos.

Com o número do RIP (Registro Imobiliário Patrimonial), acesse:

http://atendimentovirtual.spu.planejamento.gov.br/Emissoes/Certidao/Cert_EmissPedido.asp

Ah! Mais uma questão de extrema importância: se o imóvel estiver alugado, você terá algumas questões a mais para resolver.

O Contrato de Locação precisa ser analisado antes da sua assinatura no Instrumento de Compra e Venda do Imóvel. Nesse momento, é fundamental o conhecimento.

Por isso, eu recomendo que se você não domina bem esse assunto e não tem absoluta certeza dos riscos que corre, por favor, apele para a consulta de um profissional Advogado e/ou Corretor de Imóveis.

Você já deve ter ouvido, ou sentido na pele, em alguma ocasião, que “o barato sai caro”! Então, se já teve essa experiência, sabe do que estou falando, certo?

Esse não é um bom momento para se economizar.  Mas, de qualquer forma, caso você queira saber um pouco mais sobre essa analise, fique à vontade para ler meu Artigo: Você já leu o Contrato de Locação?, pois não sabemos qual seria o caso especificamente, então, eu lhe mostrarei algumas possibilidades.

Que Bom Encontrar O Imóvel Desejado!

Mas, primeiro, é bom encontrar o imóvel desejado. Você já fez isso antes? Tem algumas coisas importantes de se indicar. Talvez você já saiba, mas sempre é bom lembrar, porque com tantos afazeres, pode ocorrer que algum item passe despercebido.

Você já escolheu em que bairro ou região quer comprar? Você quer que tenha supermercado ou escola por perto? Você tem carro? Vai precisar de quantas vagas de garagem? Ou basta que tenha parada de ônibus próximo ao seu imóvel?

Saber quem são seus vizinhos também é muito importante. Você pode conversar com alguns deles e não pedir essa informação para o Proprietário vendedor por motivos óbvios. Morar próximo a terreno abandonado, casa noturna, ou feira-livre, não é aconselhável.

Se você puder visitar o imóvel em horários diferentes, e até com climas diferentes (ensolarado ou chuvoso), poderá observar melhor questões como: a incidência do Sol, a iluminação e a ventilação. Com o ambiente iluminado ficará mais fácil de você detectar, caso haja algum problema do tipo: rachaduras, infiltrações e mofo (problemas de construção).

Você pode abrir torneiras para verificar a pressão da água e acender as luzes para conferir se existe algum problema elétrico. Aproveite durante as visitas e preste atenção nas questões de segurança, como: grades nas janelas, fechaduras, interfone, cerca elétrica, sistema de monitoramento, e, se há muito ruído e se isso não te incomoda.

E, falando em incomodar, se for Condomínio, não se deixe pegar de surpresa. Saiba antes o valor da Taxa Condominial e confira o Regulamento Interno e a Convenção do Condomínio. Se você optou por contratar um profissional Corretor de Imóveis, este vai auxiliar você, destacando os pontos positivos do imóvel, mas os nem tão positivos também.